quinta-feira, 6 de maio de 2010
Come to me?
E quem é que gosta de ser rejeitado? Ninguém. Ninguém gosta de levar um não. Mas será que aquilo foi mesmo um não? Vê se me entende. Ele queria, ele demonstrou querer, tudo parecia terminar bem, mas não foi assim que aconteceu. Eu tinha vontade de dizer "Chega em mim sem medo, toca no meu ombro, olha nos meus olhos, chegue mais perto", como em canções de rádio, clipes de TV. Mas e será que aquilo foi um não? Antigamente eu sabia exactamente o que fazer. Mas hoje me encontro perdida, sem saber o que fazer, sem saber como agir. Mas eu não preciso entender, preciso? Não. É só agir, deixar acontecer. Assim é bem mais fácil. Agir e ponto. Mas preciso mesmo fazer alguma coisa? E devo fazer alguma coisa? E vai adiantar? Será que você sentiu algo ao menos parecido com o que eu senti naquele instante? Eu "to" cansada, não intendo mais nenhuma palavra que dizem por aqui, não vou me preocupar com o que eu vou fazer, se é que vou fazer alguma coisa. Eu pretendo apenas me deixar embalar pelo rítimo da sua voz e ver até onde posso chegar e no fundo eu sei que isso irá me fazer bem, pois pensar em você, mesmo que angustiante, me faz bem, me provoca tormento, é incrivél ver o que você causa em mim, agora vem, vem pra mim, me mostrar o caminho certo a seguir, como naquela velha canção.
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